Produção Fiat em Itália está em risco

Novas informações afirmam que Sergio Marchionne, CEO da Fiat-Chrysler, deseja que as fábricas do grupo em solo transalpino se foquem apenas em modelos mais exclusivos e com custos de mercado mais elevados, o que significa que a produção Fiat em Itália está em risco.

A última grande manobra de Sergio Marchionne na liderança da Fiat-Chrysler, de onde deve sair em 2019, pode ser um decisão verdadeiramente marcante na sua passagem pelos comandos do grupo. Segundo fontes avançam à Bloomberg, o consórcio poderá passar a fabricar em solo transalpino apenas modelos com preços de mercado mais elevados, como os da Maserati e Jeep, transferindo os outros automóveis para a Polónia. Isto significa que a produção Fiat em Itália está em risco, pois os seus modelos podem ser deslocalizados. O motivo para a decisão será a visão de Marchionne de que não é viável estar a produzir modelos baratos em países com ordenados elevados.

Esta imensa alteração estratégica poderá ser revelada ao público a 1 de junho, e representar um momento simbólico, com os Fiat a deixarem de “nascer” no berço emblemático da marca, a Itália. Mas tendo em conta que a primazia será dada aos modelos de marcas como a Jeep, pode significar que nem todos os Fiat saem de Itália, bastando recordar que o Renegade e o 500X partilham as linhas de produção de Melfi.

Este novo plano estratégico pode também significar que a FCA vai finalmente apostar em força na mudança de motorizações, deixando cair os Diesel e transferindo o foco para os híbridos. Além disso, também significa que vai perseguir os segmentos mais procurados no mercado, pois além de escolher Itália para fabricar os SUV da Jeep também se prepara para adicionar um modelo da Maserati destinado a este segmento, oferecendo companhia ao Levante. Na Alfa Romeo, o Mito pode ser descontinuado mas os restantes modelos continuam no país de origem da marca.

Pior poderá ser a vida da Fiat, que assim perde o Punto (o resultado de 0 estrelas nos testes de segurança não prenunciava nada de bom e mostrava como já estava desatualizado) e foca-se apenas nas gamas 500 e Panda, ambos com produção na Polónia. O que pode representar vida mais difícil para a marca no mercado. Depois das críticas dos sindicatos de trabalhadores, falta ainda saber o que pensam o governo e cidadãos transalpinos relativamente a esta nuvem negra que paira sobre um dos seus maiores símbolos automóveis, e esperam-se reações relativamente a esta notícia de que a produção Fiat em Itália está em risco.

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