A queda do número de abelhas por todo o mundo tem sido motivo para alarme entre várias indústrias e entre a comunidade científica. É importante inverter esta tendência, pois as abelhas são dos principais agentes polinizadores, e sem elas muitas plantas não se poderiam reproduzir, incluindo algumas que são importantes para a indústria agrícola e alimentação humana.

Antecipando a eventual extinção destes insetos, já foi proposta uma solução mecânica, em que drones mecânicos com forma de abelha poderiam cumprir a função polinizadora, embora isso não fosse uma solução para substituir a produção de mel. Além do mais, as abelhas não estão condenadas inevitavelmente, pelo que a Universidade de Graz, na Áustria, encontrou uma solução para usar as abelhas robóticas de maneira a ajudar as verdadeiras.

A universidade austríaca participou num estudo que durou cinco anos, com o objetivo de identificar comportamentos em animais sociais, e usar drones com inteligência artificial para aprenderem estes comportamentos, adaptarem-se a eles e usarem-nos para se integrarem na estrutura social em grupos de abelhas e de peixes-zebra. Isto vai permitir aos investigadores usarem os robôs para direcionarem o comportamento destes animais, de uma forma que seja vantajosa para a propagação da espécie.

A experiência foi mais além de colocar um simples “espião drone” em colmeias, e também beneficiou a comunicação entre inteligências artificiais. Foi preciso incluir um grande grupo de abelhas robóticas, de modo a que estas pudessem funcionar como uma unidade, e durante a experiência dois grupos diferentes puderam unir esforços e trabalhar em conjunto. Mas, para já, o objetivo é usar os dados recolhidos através dos drones para detetas as pressões ambientais que estão a contribuir para a redução da população de abelhas.