Nos Estados Unidos, estão a ser organizados protestos frente a concessionários da Tesla, em protesto contra Elon Musk. Os manifestantes chamam-lhe “Tesla Takeover” e as manifestações poderão acontecer noutras partes do mundo. O movimento orgânico nasceu no Bluesky e já alastrou por outras redes sociais, incluindo a X detida por Elon Musk. São várias as contas da Bluesky que apelam aos protestos, entre as quais se conta o Anonymous, o grupo de hackers mundialmente conhecido. No post do Anonymous é afirmado que o CEO da Tesla detém apenas 13% da Tesla, mas é visto como tendo controlo total sobre o fabricante de automóveis elétricos norte-americano. Além do Anonymous, não parece haver nenhuma organização por trás dos protestos. As pessoas estão promovendo os protestos localmente para que os ativistas protestem junto das lojas Tesla em todo o mundo, sábado às 11h. Elon Musk tornou-se uma figura ainda mais controversa depois de ter comprado Twitter e ter transformado a rede social no X. Agora, com a chegada de Trump ao poder, o multimilionário tem um papel ativo na administração. Os organizadores do protesto consideram que a colagem da imagem de Musk à Tesla é tóxica para a companhia Nas redes sociais, está a ser utilizada a hashtag #TeslaTakeover, o que é irónico, porque este era o nome de um evento da Tesla organizado por John Stringer, um dos maiores representantes de Musk. Ralph Ballart, um proprietário de longa data da Tesla e leitor da Electrek, compartilhou com aquela publicação norte-americana especializada o porquê de participar no protesto. “Tenho um Model S 2015 e a única razão pela qual quero que as vendas da Tesla diminuam é para tirar Musk do cargo de CEO e conseguir que alguém como JB Straubel o substitua”. Straubel é um cofundador da Tesla e foi CTO até sair em 2019 para fundar a Redwood Materials. Mais recentemente, juntou-se ao conselho de diretores da Tesla.