Um ano histórico na Fórmula 1

Há novo campeão do mundo da Fórmula 1. Por apenas cinco pontos, Nico Rosberg conseguiu repetir o feito do pai, Keke, sendo coroado na última corrida de 2016, em Abu Dhabi.

Bastou ao alemão terminar em segundo no Circuito de Yas Marina, cujo fim emocionante poderia ter tido um desfecho totalmente distinto com o ressurgimento de Sebastian Vettel e a toada mais lenta de Lewis Hamilton, que tentou brincar com o ritmo da prova para pressionar o colega de equipa.

Apesar de ter festejado o 32º triunfo com a Mercedes, 53º da carreira e o 10º em 2016, Hamilton foi incapaz de reduzir a diferença de 12 pontos que os separavam à entrada para esta corrida, num ano em que, estatisticamente, foi melhor do que o rival.

Tornou-se no primeiro piloto a vencer 10 corridas e a não ser campeão, conquistando mais uma do que Rosberg, que se ficou pelos nove triunfos, e também a subir mais vezes ao pódio (17 contra 15). Nas pole-positions, vantagem também para o inglês, que fez o tempo mais rápido em 12 ocasiões, contra oito ‘poles’ do alemão.

Ambos seriam justos campeões (ninguém que vença tantas corridas pode ser visto de outra forma), mas o inglês foi o único a sofrer um problema mecânico numa corrida, na Malásia, num momento em que liderava a prova. A outra prova em que não terminou foi o GP de Espanha, ganho por Max Verstappen, quando os dois se tocaram logo na primeira volta da corrida.

André Bettencourt Rodrigues / Autosport