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Moto Guzzi V1000 presta tributo a Bianchi

A Moto Guzzi Le Mans é decididamente uma das favoritas dos preparadores, mas tendo uma V1000 por base não é muito habitual ver-se. Esta G5 de caixa de 5 velocidades é realmente muito exclusiva.

Esta preparação foi realizada por Manuel e Yann da “Sur Les Chapeaux de Roues” e é obviamente a sua cor que chama primeiro à atenção. Um verde água pálido, muito semelhante às versões “celestes” de Bianchi. É uma combinação perfeita com a nova silhueta esbelta exterior, que nada tem a ver com o ar pesado original.

A G5 949cc era uma moto cheia de pujança que facilmente atingia os 190Kmh. A nova preparação melhora ainda mais o seu desempenho pois o seu motor foi totalmente revisto com peças originais tendo substituído mesmo os carburadores originais de 30mm por uns Dell’Orto PHM 40s.

O sistema de escape é todo novo e fabricado de raíz tendo-se adaptado duas ponteiras do fornecedor oficial dp MotoGP a SC-Project. A nível da electrónica foi montada uma centralina Dynatek Dyna III de competição, para garantir a corrente necessária ótima nas velas. A nível eléctrico montaram-se ainda piscas da MotoGadget e um conta Kms da Koso.

A nível da suspensão não se pouparam esforços nem dinheiro já que hoje em dia a pilotagem tem outro tipo de exigências. Por isso a V1000 viu serem instaladas suspensões Ohlins de 43mm utilizando mesas da Yamaha YZF-R6 e um amortecedor também Ohlins atrás, totalmente reguláveis. Os travões dianteiros são da Bering, bomba, pinças e discos, tendo sido necessário adaptar os mesmos através de uma peça especialmente produzida para o efeito.

Para a traseira montou-se uma bomba da Nissin acoplada ao sistema original. Nos pneus optou-se pelos Avon Roadrider AM26, pneus de piso vintage muito populares junto dos preparadores de motos antigas de pista.

Toda os elementos exteriores foram produzidos pelo Manuel e pelo Yann de raíz, na sua oficina/ atelier, usando aço para o depósito e alumínio para as carenagens e banco. Foi certamente um trabalho moroso mas o resultado brilhante está à vista. Os componentes em couro foram das poucas peças que mandaram fazer fora do seu atelier.

Quanto à pintura, optaram por um estilo italiano “Old School “ como o das “MotoBianchi” tendo sido reproduzido as próprias sombras . O famoso verde “Celeste” foi variando ao longo das décadas, de um verde intenso menta para um azul coral deslavado, mas o turquesa pálido que finalmente aplicaram na V1000 assenta-lhe como “uma luva”. Sabe-lhe tão bem como um gelado de Pistacho num dia de calor… afirmaria Manuel

Pedro Rocha

 

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