Com o mercado de automóveis ligeiros de passageiros a demonstrar uma ligeira recuperação no mês de julho depois de quatro meses catastróficos, com a quebra a ficar-se pelos 17,5% nos ligeiros de passageiros, a Renault voltou a ser a marca mais vendida no sétimo mês do ano, com quase dois mil carros vendidos.
De acordo com os dados revelados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), coube à Renault a liderança das vendas no mês de julho, alicerçada pelas suas campanhas de incentivo à troca de automóvel e com os novos Clio e Captur a impulsionar as vendas numa fase em que a pandemia ainda se sente com algum vigor no mercado automóvel.
A marca francesa vendeu 1863 unidades em julho (-11,5%), contra as 1642 unidades registadas pela conterrânea Peugeot (-9,8%), que foi a segunda mais vendida do mês, também alicerçada pelas boas prestações dos modelos 208 e 2008. Na terceira posição do pódio ficou a Mercedes-Benz, com a marca alemã a ser aquela que teve a quebra mais ligeira entre as dez primeiras comparativamente com o ano passado.
Com 1457 unidades (-3,4%), a Mercedes-Benz continua também a ser a melhor Premium, com a Fiat a ser a quarta melhor do mês, com 1029 unidades (-26,6%), sendo estas as quatro marcas que conseguiram superar o milhar de unidades vendidas em julho.

A quinta mais vendida em julho foi a Citroën, com a companhia também do Grupo PSA a matricular 930 unidades (-6,8%), na frente da BMW, com 882 unidades (-9,4%).
A Volkswagen, com 775 unidades (-36,6%), foi a sétima mais vendida, logo à frente da Nissan, que matriculou 703 unidades (-22,7%), seguindo-se a Toyota (696 unidades com uma quebra ligeira de 4,4%), Ford (695 unidades, com um crescimento de 4,5% neste mês) e a SEAT, que teve uma quebra acentuada face ao mesmo mês do ano anterior. A marca espanhola matriculou 690 unidades em julho, numa quebra de 37,2%.
Também no lote das marcas com 500 automóveis vendidos contam-se a Hyundai (591), Dacia (515) e Volvo (504). No mês de julho, a Tesla surge com zero unidades matriculadas.

Quanto a marcas com crescimento em julho, a Porsche foi o caso mais destacado, com um aumento de 71% face ao mesmo mês do ano passado, seguindo-se a Land Rover, com aumento de 46,3%, mas tratam-se, em ambos os casos, de marcas de relativamente pouco volume no mercado, com 106 e 60 unidades vendidas, respetivamente. Vale a pena também mencionar o aumento da Volvo, com um crescimento de 7,2%.
De janeiro a julho, a Renault alargou ligeiramente a sua vantagem no topo da tabela das marcas mais vendidas, com um total de 9778 unidades vendidas no ano, mas com uma quebra significativa de 51,6% face a igual período de 2019. A Peugeot segue na segunda posição, com 8710 matrículas, mas também uma quebra de 43,9%, enquanto a Mercedes-Benz, que é a terceira, beneficia do seu estatuto Premium para ser a que menos sentiu a quebra imposta pela Covid-19 entre as dez primeiras. A marca de Estugarda conta com 7644 unidades matriculadas, ou seja, menos 24,8% do que no ano passado, ficando dispondo também de uma larga margem sobre a rival BMW, que é a quarta, com 5502 unidades matriculadas, para uma quebra de 35,8%).
Acabam por ser as generalistas que mais sofrem com o peso da pandemia, com Citroën em quinto, com um total de 4751 registos, mas uma quebra e 51,8%, seguindo-se Nissan, com 4428 unidades e uma quebra e 34,2%, e a SEAT, com 4009 unidades e uma quebra de 45,4%.








































