
Uma vez mais, o Rali Casinos do Algarve (16 e 17 de novembro) decide a atribuição dos títulos nacionais, com particular destaque para o campeonato absoluto.
E, tal como sucedeu em 2017, a prova do Clube Automóvel do Algarve coloca ponto final no FIA European Rally Trophy, competição que traz 13 equipas estrangeiras — as melhor classificadas nos diversos campeonatos regionais FIA — até ao sul de Portugal, ou seja, cerca de um terço das inscritas (36) na competição principal.
No domínio do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) todas as atenções vão estar concentradas na luta pela conquista do título. Armindo Araújo (Hyundai i20) e Ricardo Teodósio (Skoda Fabia) são os protagonistas principais, mas José Pedro Fontes (Citroën C3) vai ser um espetador atento, tanto ais que ainda acalenta esperança na reconquista do título. Todavia, as hipóteses são algo vagas.
Na corrida ao título, Armindo Araújo chega em vantagem a casa do adversário mais direto. Ricardo Teodósio está «obrigado», em condições normais, a vencer o rali e a ganhar todas as especiais – cada vitória em classificativas vale 0,45 pontos – e esperar que o piloto do Hyundai i20 tenha um dia para esquecer.
Em termos reais, a vantagem do líder do campeonato é de 14,38 pontos, pois ambos prescindiram do pior resultado da temporada, registado, curiosamente, na mesmo rali: Serras de Fafe.A vantagem adquirida ao longo da temporada por Armindo Araújo permitiu-lhe, nas últimas provas, um andamento mais tático, algo que o piloto nunca escondeu, sublinhando de modo reiterado que o grande objetivo é a conquista do título no ano do regresso aos ralis.
A correr em casa, Ricardo Teodósio vê-se, de algum modo, na «obrigação» de ganhar, objetivo que ganha ainda maior amplitude pela força dos seus apoiantes. A aposta no Skoda Fabia e em particular na ARC Sport resultou em pleno e permitiu ao piloto algarvio a chegar à prova decisiva a discutir o título.
Uma luta em que José Pedro Fontes é um dos protagonistas, embora com hipóteses mais reduzidas de êxito – tem 16,68 pontos reais de desvantagem para o líder do CPR — mas ampliadas no FIA European Rally Trophy.
O campeão madeirense Alexandre Camacho (Skoda Fabia) é um dos adversários, o que não deixa de ser um aliciante nesta competição internacional sem nomes sonantes ou com palmarés interessante no mundo dos ralis.
Na lista de inscritos é significativo o número – 14 – de R5 de cinco marcas diferentes, conduzidos por pilotos portugueses.
Entre eles, Miguel Nunes, o madeirense que vai estar ao volante do Hyundai i20 do ainda campeão nacional Carlos Vieira, tal como sucedera no rali anterior, em que Diogo Gago fora o escolhido.
Outros campeonatos em aberto
No campeonato de duas rodas motrizes (2 RM), Daniel Nunes (Peugeot 208 R2) tem vantagem apreciável face a Gil Antunes (Renault Clio RS R3) e o título só muito dificilmente escapará ao piloto da Inside Motor.
Um trio de candidatos – Sérgio Brás (Ford Fiesta R2), Ricardo Matos (Mitsubishi Lancer Evo IX) e Manuel Martins (Peugeot 206 GTI) — promete tornar empolgante a luta na Taça FPAK (sete inscritos).
De regresso a este rali está o campeonato do Sul (16 inscritos), algo que não acontecia desde 2015.
Motivo suplementar de animação é a Peugeot Rally Cup Ibérica, que neste rali chega ao final da edição oioneira.
O Rali Casinos do Algarve desenrola-se em classificativas conhecidas –Alferce, Fóia, Chilrão, Nave Redonda, e Monchique – todas em dupla passagem. O 1.º dia (sexta feira) termina (21.00 horas) com a superespecial de Lagos.
Ver mais em:
http://www.clubeautomovelalgarve.pt/
http://www.fpak.pt/