
A 59.ª edição do Rali Vinho da Madeira (3 a 5 de agosto), uma das mais emblemáticas provas em termos europeus, promete despiques renhidos em várias frentes,
No cartaz da 7.ª e antepenúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, que conta com 61 inscritos – 16 R5 –, sobressai o nome de Giandomenico Basso, que alinha ao volante do Hyundai i20 do desafortunado campeão nacional Carlos Vieira, felizmente a recuperar, segundo tem vindo a público, do gravíssimo acidente sofrido no Rali Vidreiro/Centro de Portugal.
O italiano, líder do Tour European Rally (TER), após os ralis da Transilvânia; Antibes/Côte d’Azur e Ypres, vai tentar a conquista de inédito 5.º triunfo na prova do Clube Sports Madeira.
O recorde não se afigura fácil de conquistar, face a uma forte concorrência local e aos melhores valores nacionais.
A circunstância de o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) entrar na fase decisiva poderá, logicamente, pesar na tática a adotar pelos candidatos, muito em especial por parte de Armindo Araújo, líder da competição.Com 2006 na memória
É certo que o triunfo num rali com a aura da prova madeirense enriquece sobremodo o palmarés de qualquer piloto e não é menos verdade que o piloto do Team Hyundai Portugal já alcançou um 2.º lugar absoluto em 2006, ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo VIII MR de produção — lutando com armas desiguais frente a … Basso, que utilizava um Fiat Grande Punto Abrth S2000.
Uma má escolha de pneus logo no início do rali, quando a chuva surgiu, condicionou a prova do piloto português que terminou a 1.14,8 minutos do italiano.
A tentativa de desforra talvez fique para outro duelo, uma vez que o objetivo de Armindo Araújo é a conquista do título nacional neste ano de regresso. A vantagem está do lado do piloto de Santo Tirso, que conta com 28,41 pontos de diferença para Ricardo Teodósio e já somou três pontuações máximas e, seis provas.

Para Miguel Barbosa e Pedro Meireles, ambos em Skoda Fabia, e José Pedro Fontes (Citroën C3), o rali madeirense é decisivo para se manterem na corrida ao título, o que deixa perspetivar luta sem quartel pelos pontos termos nacionais.
Mas, os pilotos locais, com o Campeonato da Madeira de Ralis Coral ao rubro, vão ter papel relevante no despique pelo triunfo absoluto. Alexandre Camacho (Skoda Fabia), vencedor ao no passado, Miguel Nunes e João Silva, ambos em Citroën DS3, foram um trio de respeito para se opor aos desígnios de Basso e dos melhores pilotos continentais.
Referência ainda para o regresso de Pedro Mendes Gomes ao volante de um Peugeot 208 e para a participação de Adruzilo Lopes com o potente Porsche 997 GT3.
Nas 2 Rodas Motrizes, com o trio da frente separado, em termos de campeonato, pro apenas 12 pontos, apenas Gil Antunes (Renault Clio R3) alinha, para medir forças com Paulo Neto (Citroën DS3 R3) e Miguel Correia (Renault Clio R3).
«É uma lista de inscritos muito equilibrada», sublinhou José Paulo Fontes, presidente da comissão organizadora.
Para aquele responsável, «a questão do ferry é fundamental para os pilotos estrangeiros e nacionais, uma vez que as equipas programam as provas e campeonatos com meses de antecedência».
Este ano, «fizemos de tudo para colocar um excelente rali na estrada», acrescentou José Paulo Fontes.
Para 2019, a prova atinge a edição n.º 60 e assinalam-se os 600 anos do descobrimento da Madeira, efemérides que poderão configurar a realização de duas provas em paralelo: uma para carros que fizeram a história da Volta À Ilha e do Rali Vinho da Madeira e outra no formato tradicional.
No dia seguinte, 10 classificativas no programa, que entra pela noite, com a última classificativa – Terreiro da Luta-2 – a ter início às 20.13 horas.
A fechar, domingo reserva oito especiais antes do pódio.
Ao todo, 19 classificativas, somando 204,92 km.
Assim vai o CPR
1.º Armindo Araújo, 107,29 pontos
2.º Ricardo Teodósio, 78,88
3.º Miguel Barbosa, 78,1
4.º Pedro Meireles, 61
5.º José Pedro Fontes, 54,5
Saber mais em: http://ralivm.com/2018/en