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Modelos SUV fora da lista dos mais vendidos da Europa em fevereiro

Ainda antes do previsível impacto brutal no mercado europeu devido ao novo coronavírus, a lista dos dez automóveis mais vendidos no Velho Continente apresenta uma particularidade poucas vezes observada, com os modelos SUV ausentes da mesma. Noutro indicador surpreendente, o Renault Clio foi o modelo mais vendido, à frente do Volkswagen Golf.

O mercado europeu caiu em termos de volume, no mês de fevereiro, atingindo números de 2015. De acordo com a JATO Dynamics, registaram-se apenas 1.063.264 unidades em fevereiro de 2020 contra as 1.143.264 unidades do mês homólogo de 2019, ou seja, menos 7%. Somando os dois primeiros meses do ano, a queda ia já em 7,3%, mas as consequências da pandemia deverão agravar ainda mais a queda.

Com este cenário, os SUV parecem ter perdido o seu encanto, uma vez que na lista dos dez mais vendidos em fevereiro de 2020 não aparece nenhum carro com aquele formato, sendo aliás o Peugeot 3008 o melhor classificado, na 12ª posição. O Golf foi destronado da primeira posição pelo Renault Clio, com este a vender 24.914 unidades contra 24.735 do modelo alemão. Ainda assim, ambos sofreram uma queda face ao mesmo mês de 2019, com menos 4% e 21%, respetivamente.

O facto de estar há mais tempo no mercado do que o Golf explica parcialmente o resultado positivo do Clio. Por outro lado, ganhos homólogos para os carros que estão nas três posições seguintes – Peugeot 208, Opel Corsa e Fiat Panda, com este último a ser um caso peculiar de sucesso atendendo à sua longevidade. Lançado em 2013, continua a estar entre os mais vendidos da Europa, ficando em quinto no mês de fevereiro.

Se o mercado caiu no total, a fatia correspondente aos veículos eletrificados continua a crescer: no mês de fevereiro, as matrículas subiram de 75.400 de 2019 para as 135.500 unidades de 2020, um aumento de quase 80% às custas dos combustíveis tradicionais. Felipe Munoz, analista da JATO Dynamics, explica que “até agora, neste ano, os veículos eletrificados têm sido a única salvação para os construtores a operarem na Europa. Esta é uma boa notícia, na medida em que os planos de eletrificação da indústria tiveram finalmente uma resposta positiva dos consumidores”.