O Rolls-Royce Spectre, aquele que será o primeiro veículo elétrico na história da conceituada marca britânica, já cumpriu quase dois milhões de quilómetros em testes de desenvolvimento levados a cabo em mundo real, preparando assim o lançamento de um modelo de elevadas expectativas.

O Spectre está atualmente a cumprir testes de resistência ao calor extremo em locais bastante quentes da África do Sul de forma a mostrar a sua resistência a condições severas de temperatura elevada, por vezes acima dos 50º C, mas também em pisos de terra e de poeira que podem afetar a refrigeração. A marca quer ter um modelo capaz de superar todos os desafios, pelo que os dois milhões de quilómetros em testes são vistos como uma obrigatoriedade, na procura das melhores afinações técnicas e tecnológicas.

Durante o processo de testes e de desenvolvimento, cada uma das 25.000 funções de performance do Spectre foram meticulosamente trabalhadas para oferecer uma experiência inequívoca associada com a Rolls-Royce, marca do Grupo BMW. Os refinamentos efetuados seguem os princípios de ‘ganhos marginais’ em que cada pequeno ajuste individual tem um efeito cumulativo para melhorar a experiência conjunta, algo que no caso do Spectre nunca teve paralelo.

Por exemplo, mais de 1500 horas foram passadas a afinar o processo de travagem regenerativa para que seja refinado e suave, mas eficaz no seu propósito, que é o de recuperar energia decorrente das desacelerações e travagens.

“O Spectre já assegurou o seu lugar como o Rolls-Royce mais esperado da história. Este automóvel marcante e transformador representa o início da era elétrica arrojada da marca, bem como a nossa liderança inquestionável no espaço super-luxuoso”, afirma Torsten Müller-Ötvös, CEO da Rolls-Royce Motor Cars. “Igualmente, este processo de testes vasto, ambicioso e exigente simboliza a nossa promessa para assegurar que o Spectre é, inquestionavelmente, um Rolls-Royce, acima de tudo”.

A marca britânica procura também que este elétrico tenha um desempenho dinâmico relevante, tratando-se também de um super-coupé com qualidades de conforto idênticas às de um ‘tapete mágico’. Na África do Sul, estes testes têm uma importância significativa, já que as temperaturas elevadas podem alterar a dureza dos componentes em borracha da suspensão, complementando as informações já obtidas com os dados dos testes nos locais gélidos do Norte da Europa.

“A razão para o nosso extraordinário e imparável processo global de testes é simples: nunca houve um automóvel como o Spectre antes. Sendo o primeiro Rolls-Royce totalmente elétrico, o Spectre representa não só um novo paradigma na nossa tecnologia, mas toda a direção futura da nossa marca. Só os engenheiros da Rolls-Royce poderiam conceber esta viagem surpreendente e só os engenheiros da Rolls-Royce poderiam empreendê-la: a tarefa não é testar um automóvel, mas elevar a referência de excelência automóvel”, afirma Mihiar Ayoubi, Diretor de Engenharia da marca.

Na fase final de testes, o programa irá incidir nos processos de insonorização tendo em conta as propriedades das borrachas de isolamento perante um amplo espectro de temperaturas, bem como na composição de uma performance sonora a bordo digna de uma sala de concertos, graças ao sistema áudio composto por 17 altifalantes.

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