Aumentar a preponderância francesa na produção dos veículos elétricos na Europa é o grande desejo de Emmanuel Macron, Presidente francês, sendo essa a grande diretriz para o plano de ajuda por parte do governo local à indústria automóvel com sede naquele país.
As medidas para ajudar a indústria automóvel francesa foram estabelecidas por Macron durante uma conferências de imprensa realizada na fábrica de componentes da Valeo, no Norte de França, estando previsto um total de 8 mil milhões de euros em diretrizes para auxiliar a recuperação dos fabricantes locais, mas também à retoma da procura por parte dos clientes.
Esse será um dos eixos do plano de atuação do Governo francês, com o reforço dos incentivos para a aquisição de veículos de zero emissões (incluido hidrogénio) já a partir de 1 de junho. Nesse sentido, o subsídio estatal para a compra dos veículos elétricos por parte dos privados irá aumentar para os 7000 euros, enquanto os híbridos Plug-in (com autonomia elétrica superior a 50 quilómetros) terão direito a um incentivo de 2000 euros para a sua aquisição. No caso dos profissionais, o desconto na aquisição de um veículo de zero emissões será de 5000 euros, mas não deverá custar mais de 45.000 euros para um apoio total e não terá qualquer apoio acima dos 60.000 euros.
Mas também o programa de abate aos veículos mais velhos ainda em circulação irá ser reforçado, sendo de 3000 euros para térmicos (mesmo para usados se forem a gasolina) e de 5000 euros para elétricos, pretendendo dessa forma renovar o parque automóvel de França, preferencialmente com veículos de baixas emissões. A conversão dos veículos térmicos para elétricos é também tida em conta, com um montante disponível de 5000 euros.
Macron espera também que as empresas mantenham a sua produção em França, pretendendo ao mesmo tempo o reforço do aposta na tecnologia elétrica por parte dos fabricantes locais. De acordo com o jornal Le Monde, um milhão de veículos elétricos, híbridos ou plug-in deverão ser produzidos em França até 2025.
PSA aplaude e reforça produção em França
Satisfeita com este plano, o Grupo PSA, que detém Peugeot, Citroën, DS Automobiles e Opel (e que prepara a fusão com a FCA, de Fiat, Chrysler e Abarth), revelou que irá reforçar o seu empenho de produção no país, anunciando que em 2022 irá produzir localmente uma série de componentes que hoje provêm da Ásia, concentrando nas suas fábricas de Poissy, Sochaux, Rennes e Mulhouse a produção de muitos dos elementos que irão assumir preponderância nos automóveis.
Um dos maiores passos será dado em conjunto com o Grupo Total, como qual irá colocar em prática um investimento de dois mil milhões de euros com vista à relocalizar a produção de baterias da China numa gigafábrica em França – este componente só por si representa 35% do valor total de um veículo elétrico.
Garantida está ainda a criação de uma nova geração de plataforma eletrificada na fábrica de Sochaux, em 2022, que dará origem ao futuro Peugeot 3008.







































