As contas ao regresso da Fórmula 1 a Portugal foram feitas logo no mês de julho, mas, agora, é o administrador do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), Paulo Pinheiro, quem confirma que o impacto direto na economia da região algarvia pode ser superior a 100 milhões de euros.
O AIA recebe a 25 de outubro o Mundial de Fórmula 1 e, em entrevista à agência Lusa, Paulo Pinheiro sublinhou que o evento será um balão de oxigénio para a região fundamental para “minimizar os impactos da covid-19”.
De acordo com o administrador do circuito algarvio “o impacto [económico da Fórmula 1] deverá ser superior a 100 milhões de euros. Os nossos cálculos, feitos para 35 mil espetadores, davam sempre um resultado superior a 100 milhões de euros. Nós é que tratamos do alojamento das equipas de Fórmula 1 e vemos que tem um impacto muito grande. E é um cliente com um nível de exigência superior. Para o Algarve, vai ser crucial termos estas corridas. Será das formas mais eficazes para ultrapassar o impacto da covid-19”.
Aquele responsável declarou ainda que a estrutura envolvente à Fórmula 1 “arrasta dez mil pessoas”, sendo a segurança uma das maiores preocupações, obrigando à criação de diversas bolhas para evitar contaminações.
“Para começar, todo o pessoal da corrida, como os comissários, vão diretos para os postos e sempre de máscara. Normalmente usamos um autocarro para os colocar, desta vez vamos usar cinco. Isso é uma bolha, a de pista (…) Temos, ainda, a bolha da organização. Cada um de nós fica adstrito a cada uma das bolhas. O que implica uma segmentação. Os jornalistas ainda são outra bolha”, explicou, acrescentando que, para entrar no recinto, à exceção do público, será necessário um teste por dia. Os testes são da responsabilidade da Federação Internacional do Automóvel.







































