/Longe das corridas, Prodrive cria ventiladores de baixo custo

Longe das corridas, Prodrive cria ventiladores de baixo custo

Uma das companhias de preparação automóvel e de competição mais conceituadas, a Prodrive anunciou que concebeu um ventilador para utilização em casos mais severos de Covid-19, num desenvolvimento em conjunto com a Universidade de Cambridge – o OVSI (Open Ventilator System Initiative).

Este ventilador de desenvolvimento britânico foi desenhado com componentes obtidos fora da cadeia de fornecimento médico, pelo que pode ser produzido e colocado no mercado de forma mais rápida, além de ser mais acessível do que os modelos que utilizam componentes de origem médica, os quais têm também uma forte procura nesta fase.

[soliloquy id=”948707″]

O nome Prodrive pode parecer estranho, mas se é um aficionado do desporto automóvel, deverá lembrar-se dos emblemáticos Subaru Impreza que ganharam destaque no Mundial de Ralis (WRC) com pilotos como Colin McRae, Richard Burns ou Petter Solberg ao volante. A operação da Subaru era desenvolvida pela Prodrive que, mais recentemente, protagoniza os esforços da Aston Martin no Mundial de Endurance (WEC).

O OVSI foi desenvolvido em apenas cinco semanas, com o conceito original a ser apresentado à Universidade de Cambridge para aprovação e a convertê-lo num exemplo de produção em série para ajudar os médicos na luta contra a pandemia de Covid-19, que ainda está longe de estar controlado.

Este aparelho poderá ser especialmente importante em África, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que venham a existir dez milhões de casos de Covid-19 entre três a seis meses, mas com menos de 2000 ventiladores espalhados pelos 41 países do continente – dez deles sem qualquer ventilador.

Uma equipa de 20 engenheiros da Prodrive trabalhou no projeto ao longo de sete dias por semana desde o início de abril, levando a cabo um trabalho intensivo na sede em Banbury, Oxfordshire. A equipa partiu do conceito inicial desenvolvido pelo laboratório de Whittle da Universidade de Cambridge, começando a desenvolvê-lo rapidamente com recurso a componentes inspirados nos artigos médicos. A companhia britânica também é responsável pelo sistema eletrónico e elétrico do ventilador, tendo produzido um software completamente novo para a unidade com recurso às indicações dos clínicos, assegurando adaptação rápida ao ambiente médico.

O primeiro protótipo funcional foi produzido e montado na sede da Prodrive e, usando um pulmão artificial, foi sujeito a um programa de testes, esperando-se a sua passagem à fase de produção em série levada a cabo por duas companhias sul-africanas, a Defy, e a Denel.