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Metas da Comissão Europeia para as smart cities em 2030 estão em risco

Análise da Vodafone evidencia que as metas da Comissão Europeia para as smart cities estão em risco. Para se conseguir chegar a 100 cidades inteligentes e neutras em carbono até 2030 é necessário medidas urgentes, diz a empresa tecnológica.

Serão necessárias medidas políticas urgentes – incluindo financiamento adequado, a criação de task-forces para as smart cities e a disponibilidade de conectividade de alta qualidade – para superar barreiras e garantir que a Comissão Europeia alcance a sua ambiciosa missão de ter, até 2030, 100 cidades inteligentes e neutras em carbono, revela um relatório da Vodafone.

Um estudo abrangente realizado em 10 países europeus (Espanha, Reino Unido, Itália, Alemanha, Roménia, Portugal, República Checa, Turquia, Grécia e Finlândia), encomendado pela Vodafone e conduzido pela Opinion Matters – “Fit for the Future Cities: How technology can accelerate sustainable change” – inquiriu 550 especialistas em cidades, com responsabilidades na área tecnológica e na inovação, para identificar taxas de adoção, oportunidades e obstáculos em matéria de smart cities.

MEDIDAS POLÍTICAS PODEM DESEMPENHAR UM PAPEL FUNDAMENTAL NA ACELERAÇÃO DA ADOÇÃO DE SMART CITIES

O relatório identifica as principais áreas de política em que a ação pode acelerar a adoção de smart cities em toda a Europa e recomenda quatro ações específicas:

O relatório identifica cinco estágios de adoção de smart cities, com a maior proporção de cidades (45%) a recair na categoria Pathfinder.

“Este grupo começou a adotar soluções, mas precisa de mais financiamento e de uma estratégia clara para perseguir as suas ambições futuras, bem como um investimento em infraestrutura digital adequada”, aponta a Vodafone.

O grupo de países mais avançados na sua transformação digital está identificado como Front-Runners. “Este grupo beneficia da existência de cidades tecnologicamente maduras e está motivado para investir ainda mais em soluções inovadoras – mas representa apenas 6% das cidades em Portugal”, conclui a Vodafone.

EM PORTUGAL, APENAS 6% DAS CIDADES CONSIDERADAS SE ENCONTRAM NA CATEGORIA MAIS AVANÇADA, FRONT RUNNER