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Motorista de Uber autónomo acusada de homicídio

Motorista de automóvel autónomo envolvido em atropelamento mortal nos Estados Unidos vai enfrentar acusação de homicídio negligente. O painel de júris, com base nos dados da investigação do acidente, resultantes de investigação que se arrasta há quase dois anos, deliberou que Rafaela Vasquez, que seguia distraída a bordo de um Uber em modo autopilotado, deveria ter assumido o controlo do volante numa situação de emergência, cabendo-lhe “a responsabilidade de controlar e conduzir o veículo com segurança de acordo com a lei”.

A mulher enfrenta está, assim, indiciada por homicídio negligente, acusação que enfrentará em tribunal, marcado para fevereiro de 2021.

Elaine Herzberg, habitante da cidade de Tempe, no estado norte-americano do Colorado, estava a circular à noite, empurrando uma bicicleta carregada de compras, quando foi colhida pelo protótipo da Uber. E apesar das autoridades revelarem que as imagens captadas nas câmaras do veículo mostrarem que o peão se desviou de forma repentina para a estrada e que “seria muito difícil para o condutor evitar a colisão, tanto em modo autónomo como normal, tendo em conta como a vítima apareceu das sombras para a estrada”, entende agora o tribunal que Rafaela Vasquez, motorista que seguia no lugar do condutor a ver no telemóvel um episódio do programa de televisão “The Voice”, foi negligente por não ter ajudado o veículo a prevenir o acidente fatal.