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Petição Pública quer tornar obrigatório uso de capacete em trotinetes

Acidentes com trotinetes elétricas são um sério problema de saúde pública e motivam o lançamento de uma petição para exigir que o capacete seja obrigatório.

O aumento da utilização de trotinetes está a levar a um preocupante avolumar da sinistralidade com este tipo de veículos e, neste contexto, a Novamente, associação sem fins lucrativos criada por pais, médicos e amigos de Traumatizados Crânio-Encefálicos (TCE) tomou a iniciativa de submeter uma petição à Assembleia da República com o objetivo de solicitar ao legislador que regulamente a obrigatoriedade do uso de capacete em trotinetas elétricas.

A Novamente, que se constituiu com o objetivo de prestar um melhor apoio às vítimas de TCE e às suas famílias, considera que este meio de transporte tem inquestionáveis vantagens para o ambiente e é muito prático para quem vive nos centros urbanos, mas a verdade é que na sua utilização muitas vezes são negligenciadas as normas de segurança. “O que se pede com esta petição é muito simples: a proteção do que mais precioso e mais sensível temos no nosso organismo: o cérebro”, refere a associação.

UMA QUEDA A 20 KM/H SEM CAPACETE PODE PROVOCAR LESÕES CEREBRAIS GRAVES E A MORTE.

No entendimento desta entidade, as consequências de uma queda com capacete e de uma queda sem capacete são facilmente apreensíveis “e não faz sentido que o Estado permita que o o número de traumatizados crânio-encefálicos continue a engrossar com as consequências económico sociais que elas têm quer para as famílias, quer para a própria sociedade. Já para não falar no número de mortes que a utilização de um capacete evitaria”.

De acordo com a associação, citando dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em 2021, registaram-se 946 acidentes e, em 2022, 1691 acidentes, uma média de 141 acidentes mensais. O número de vítimas graves destes acidentes também aumentou, nomeadamente nos casos de vítimas que apresentam lesões crânio-encefálicas e nos que necessitam de cuidados intensivos.

Esta campanha conta já com a adesão de muitas personalidades da sociedade civil nacional como Óscar Gaspar (ex-Secretário de Estado da Saúde e Presidente da APHP – Associação Portuguesa de Hospitalização Privada), Rui Pego, Carlos Barbosa (Presidente do ACP – Automóvel Clube de Portugal), Margarida Pinto Correia, Sónia Morais Santos (jornalista), Mafalda Anjos, Júlia Pinheiro, Diana Chaves, João Paulo Sousa e Miguel Costa.

São cerca de trinta as personalidades que, até à data, já aderiram a uma causa à qual, espera a Associação, muitas mais se venham a juntar.