Opel nega perdas de 1000 milhões de euros

Um meio de comunicação social germânico avançou que as perdas mais que quadruplicaram em relação a 2016, mas a marca alemã já veio refutar estes números.

O jornal alemão Handelsblatt recorreu a fontes no Conselho de Administração da Opel para noticiar que as perdas operacionais da marca no último ano mais que quadruplicaram, superando a barreira dos 1000 milhões de euros. Estes seriam números bastante negativos para dar início ao Plano PACE de recuperação após a aquisição por parte da PSA, e representariam um enorme aumento em comparação aos prejuízos de 234 milhões de euros em 2016. De referir que a saúde financeira da companhia não tem sido muito elogiada, pois durante a gestão da GM Europe a última vez que a Opel/Vauxhall teve lucros foi ainda no milénio passado, em 1999. A marca já veio, no entanto, negar esta notícia, referindo que não existem documentos com estas informações.

Mas caso estes números sejam verdadeiros, eles são também muito negativos tendo em conta os vários lançamentos que a marca tem vindo a fazer nos últimos anos, com a forte aposta nas novas gerações do Astra e do Insignia e também nos SUVS com a chegada do Crossland X e Grandland X. Apesar disso, é sabido que existem alguns problemas com a operação da marca, já que o próprio Carlos Tavares confirmou que as fábricas da Opel são menos eficientes do que as do Grupo PSA. Por isso a melhoria na produção, bem como a partilha de componentes, plataformas e da pesquisa e desenvolvimento são apontadas como traves-mestras para o regresso aos lucros da Opel. 2020 é apontado como um ano-chave para esta estratégia, altura em que a margem operacional da marca deve estar nos 2%, obtida uma poupança de 1100 milhões de euros com sinergias e a produção de cada modelo custar menos 700€.

Fonte: Automotive News Europe