Richard Branson e Elon Musk já eram rivais na corrida ao espaço. Os dois empresários fundaram duas empresas para levar pessoas ao limite da atmosfera terrestre, a Virgin Galactic e a SpaceX, respetivamente. Musk pareceu ganhar vantagem quando começou a fazer viagens comerciais e até levou materiais uma vez à Estação Espacial Internacional, mas Branson respondeu entrando neste segmento de mercado não com uma, mas com duas empresas.

Branson começou por criar a Virgin Orbit, um Boeing 747 modificado para voar a altitudes superiores de voos comerciais e para fazer lançamentos de satélites a partir da atmosfera terrestre. A altitude é suficiente para não necessitar do tipo de foguetões usados a partir da superfície, e o foguetão LauncherOne tem força suficiente para colocar satélites comerciais de pequenas dimensões em órbita.

Mas Branson quer ir mais longe e fazer serviços para forças governamentais. Para isso, ia precisar de um negócio mais específico e o empresário britânico a Vox Space, que poderá lidar especificamente com os requerimentos de segurança do Governo americano. No entanto, este é um mercado limitado, e a Força Aérea Americana já tem uma boa relação de trabalho da SpaceX (o desenvolvimento dos motores desta foi pago por dinheiro dos contribuintes) e a United Launch Alliance (ULA, uma joint venture das gigantes aeronáuticas Boeing e Lockheed Martin) é praticamente financiada pelo Departamento de Defesa.