F1: Patrão da Red Bull quer bater Mercedes já este ano

Dieter Matechitz, o patrão da Red Bull, acredita que a sua equipa pode encurtar a sua diferença para a campeã Mercedes já esta temporada, embora admita que o valor da Ferrari seja uma incógnita.

Na época passada a Red Bull Racing terminou num distante segundo lugar (em termos de pontos, claro) no campeonato de construtores, mas os novos regulamentos no que diz respeito à aerodinâmica podem permitir que o carro seja bem mais competitivo.

As novas regras podem jogar a favor do design do monolugar de Milton-Keynes, que tem um génio nessa área, Adrian Newey, mas Mateschitz diz que o fator chave para bater a Mercedes será a performance das unidades de potência da Renault.

A marca francesa fez progressos em 2016, depois de um trabalho conjunto com a empresa de motores de Mário Illien e com mais modificações a caminho, o patrão da Red Bull quer poder lutar pelas vitórias com a Mercedes.

“A Renault trouxe novas, ambiciosas e, acima de tudo, competentes pessoas em 2016, e a esse nível houve muitos progressos com Illien. Espero que o motor deste ano seja potente o suficiente para ficarmos próximos da Mercedes”, afirmou Mateschitz ao Salzburger Nachrichten.

“Queremos ser competitivos a meio da época. Contudo o Ferrari é ainda um desconhecido. A nossa dupla de pilotos (Daniel) Riccardo e (Max) Verstappen é um claro trunfo para nós. A popularidade da Fórmula 1 desce quando diminui a competição e é boa quando as equipas de topo andam mais próximas. A luta pelo terceiro e quarto lugar no campeonato não é suficiente”, considerou o patrão da Red Bull ao jornal austríaco.

Mas Dietrich Mateschitz queixou-se também de certas atitudes dos reguladores, numa clara alusão aos castigos sofridos por Max Verstappen em 2016: “Os carros tornaram-se novamente mais extremos, o que foi iniciado para este ano. Infelizmente muitas penalidades estúpidas para os pilotos continuam, o que os fãs já não compreendem”.

Nuno Barreto Costa/Autosport