Entrevista a Paulo Gonçalves: “O regulamento da prova não é claro”

O último Dakar ficou marcado pela penalização de uma hora a que a Honda foi sujeita após o final da quarta  etapa. Esta sanção por parte da organização da prova surgiu alegadamente pelos seus pilotos terem reabastecido fora de uma zona autorizada. Esta situação prejudicou claramente a corrida do então líder Joan Barreda Bort e de Paulo Gonçalves, que não mais conseguiram regressar aos primeiros lugares.

Em conversa com o MotoSport Gonçalves explicou o que aconteceu na realidade. “Existiu um engano por parte do chefe de equipa, pois estipulou na tabela dos reabastecimentos que à semelhança de todas as outras neutralizações que também esta tinha reabastecimento da organização. Só que curiosamente foi a única neutralização durante a corrida em que não tínhamos reabastecimento da organização. Ao contrário do que alguns iluminados e pseudo entendedores do Dakar dizem é possível reabastecer nas neutralizações”, sublinhou o piloto da Honda.

Confrontados com a ausência de reabastecimento por parte da organização o piloto de Esposende afirmou que era necessário procurar uma solução. “Reabastecemos onde era possível, que foi numa bomba de gasolina que estava a cerca de 300 metros do sítio onde passámos. O regulamento não é claro quanto à legalidade ou não da acção que foi feita. Naturalmente as outras equipas fizeram muita pressão para que fossemos penalizados porque teríamos feito algo que não estava de acordo com o regulamento. De momento temos uma hora de penalização, que estamos a tentar reverter. Acho que será muito difícil existir uma alteração, mas até este dossier estar fechado vamos aguardar”, conclui Paulo Gonçalves.

Alexandre Melo/MotoSport