O ator Leonardo Di Caprio, proprietário de um Toyota Prius, defensor de causas de sustentabilidade ecológica e fervoroso adepto da mobilidade elétrica é um dos sócios da Venturi, equipa que participou na mais recente prova da Fórmula E, em Buenos Aires, na Argentina. Prova que deverá entrar para a história, da mesma forma que Camile Jenatzy entrou com o “La Jamais Contente”.
Daqui a muitos anos, o futuro editor do Motor 24, escreverá, num exercício memorialista como este, a seguinte notícia:
“No dia 20 de fevereiro de 2107, no Circuito citadino de Buenos Aires, disputou-se a primeira corrida de automóveis-robôs. Pintados nas cores dos clubes de futebol mais populares da cidade — River Plate e Boca Juniors — Devbot 1 e Devbot 2, desenvolvidos pela Roborace, disputaram um animado duelo na pista que terminou com um acidente de um dos robôs, que ao calcular mal uma trajetória, embateu numa das barreira de proteção. O outro Devbot terminou o desafio, alcançando a velocidade máxima de 186 km/h. Ambos os carros eram pilotados por inteligência artificial, dispensavam controlo humano e podiam comunicar entre si. Foram os protótipos que lançaram as bases daquela que é hoje, em 2040, a mais popular competição automóvel do planeta, a Roborace, cujos primeiros modelos foram desenvolvidos pelo visionário designer, Daniel Simon, anteriormente conhecido pelo seu trabalho futurista no cinema — em filmes como Tron Legacy e Oblivition, ou em marcas, entretanto desaparecidas como a Bugatti.