A Baja TT do Pinhal, organizada pela Escuderia Castelo Branco, tem o quartel-general, de novo instalado na vila da Sertã e desenrola-se pelos concelhos vizinhos de Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, onde termina, estando o pódio instalado à beira-Tejo.
Todavia, as novidades desta prova que se desenrola em paralelo ao Azores Rallye – uma coincidência que seria de evitar no futuro — não se resumem ao traçado da prova: vários pilotos apostam em novos carros para um campeonato que mantém, sem alterações, o figurino de seis provas, contando as cinco melhores pontuações.
Nuno Matos faz a estreia do Fiat Fullback Proto; André Amaral surge com uma Ford Ranger construída na África do Sul; Pedro Dias da Silva, vencedor do último Desafio Mazda, competição reformulada este ano, surge com uma Ford Ranger EXR05 Proto; Edgar Condenso alinha com o Opel Mokka Proto ex-Nuno Matos.
O campeão de T8, o portalegrense César Sequeira, sobe de patamar com o Mini Paceman; Miguel Casaca troca o volante da Nissan Navara pelo do mais competitivo Mitsubishi Lancer. Jorge Cardoso está inscrito com um Mercedes R1ES).
Fiéis às apostas da época anterior continuam, para além do campeão João Ramos, mais alguns pilotos, nomeadamente Tiago Reis (Mitsubishi Lancer), Nuno Madeira (Kia Sportage), Lino Carapeta (Range Rover Évoque), Alexandre Franco (BWM Evo 1 Proto) e o aveirense Alexandre Ré (VW Amarok).Para Tiago Reis, a renovação da aposta tem justificação:
«Já temos um ano de experiência com o Mitsubishi Racing Lancer e os testes deixaram-nos ainda mais confiantes. Sabemos que a concorrência também estará muito forte, mas vamos tentar lutar por um bom resultado», sublinhou o piloto do Team Transfradelos, reforçado com o irmão Edgar Reis, que faz dupla com o ex-motard Paulo Marques num Mitsubishi Pajero neste regresso após a setreia na baja Portalegre 500 de 2017
Tiago Reis mantém a aposta no Mitsubishi Racing LancerAusências significativas são as de Hélder Oliveira, atual vice-campeão nacional, de Alejandro Martins, a recuperar do grave acidente sofrido no Rali de Marrocos, e de Pedro Ferreira, candidato a lugares cimeiros na época passada e que lutou pelo título até final.
Para o arranque da temporada inscreveram-se 37 pilotos, com a dupla o campeã nacional João Ramos/Vítor Jesus a manter a aposta na ganhadora Toyota Hilux.
O detentor do título, desejoso pelo regresso à competição, deseja que esta época seja de «reafirmação da nossa mais valia e também da fiabilidade e capacidade da Toyota Hilux. É óbvio que nos afirmamos como candidatos graças em parte a uma equipa que tem trabalhado para nos disponibilizar um carro capaz de lutar pela liderança».
Ambições e expetativas
Um dos adversários na corrida ao título é Nuno Matos. O campeão nacional de 2016 montou um projeto ambicioso, depois de várias experiências além-fronteiras, um dos quais foi coroado com a conquista, em 2010, da taça FIA de Bajas (T2).
Outra estreia é a de Pedro Dias da Silva com a Ford Ranger EXR05. O piloto de Tomar continua a fazer dupla com José Janela e confessa:
“Estamos muito confiantes, sabendo que arrancamos para esta jornada de abertura do campeonato com o trabalho de casa feito. Temos vindo a trabalhar afincadamente na preparação desta temporada, que resulta de uma forte aposta e um investimento de todos na nossa equipa».
Para o piloto da cidade dos Templários, «a Ford Ranger é uma ferramenta fundamental
em todo este projeto, mas há muito mais para além do carro. Todos estão altamente
focados nas suas tarefas e nos objetivos traçados; portanto, agora, só falta mesmo
materializar em resultados o trabalho que tem sido feito», acrescentou.
Edgar Condenso deixa para trás vários anos ao volante de um carro do agrupamento T2 e aposta no T1, com o Opel Mokka Proto.
.Edgar Condenso já testou e confessou:
«Gostei bastante do carro e adaptei-me rapidamente. Tem muito potencial, é equilibrado e percebe-se que é um modelo que já foi muito trabalhado ao longo dos últimos anos, o que o coloca num grande patamar de desenvolvimento».
Com a subida a outro patamar, o piloto sublinha que «um carro de T1 obriga-nos a um tipo de condução muito diferente. São carros que nos permitem travar mais tarde, acelerar mais cedo e passar muito mais depressa no mau piso. É um mundo completamente diferente do T2 e no qual vamos ter que evoluir com o decorrer da época».
A Baja TT do Pinhal tem início no sábado (dia 23 d março), com a realização do prólogo (11.45 horas), na extensão de 9,57 km, e do 1.º setor cronometrado (112 km), entre as 14.30 e as 17.00 horas.
No domingo, dois setores cronometrados (172,4 km + 107,8 km), com final previsto para as 16.30 horas. Ao todo, 398,18 km ao cronómetro.
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