Rali Serras de Fafe e Felgueiras: estreia retumbante de Armindo Araújo

29/02/2020

Armindo Araújo (Skoda Fabia Evo), em dupla com Luís Ramalho conquistou em Fafe um triunfo categórico faltava que
Com uma atuação convincente, plena de determinação e eficácia, Armindo Araújo, com Luís Ramalho ao lado, entrou de modo auspicioso na nova temporada: impôs-se sem margem para reticências, no Rali Serras de Fafe e Felgueiras, prova que nunca vencera em 20 anos de carreira.

Um triunfo retumbante, dourado pela vitória na power stage, na estreia com um Skoda Fabia Evo e integrado em nova equipa.

Uma proeza conquistada em condições atmosféricas adversas, perante uma multidão que acorreu às classificativas minhotas, emprestando um ambiente a cheirar a Rali de Portugal e que vibrou com as espetaculares passagens dos pilotos da equipa oficial Hyundai, que tiveram sorte diferente: o campeão do mundo Ott Tanak, ao volante do i20 WRC dotado de novas evoluções, nomeadamente em termos de aerodinâmica e suspensão, deu um toque e saiu de cena na penúltima especial, enquanto Dani Sordo levou o outro carro até final, embora nenhum deles tivesse tempos averbados.

A Hyundai esteve a um passo de conquistar o triunfo no rali organizado pelo Demoporto, mas Nikolay Gryazin despistou-se em Lameirinha-2, quando tinha a vitória na mão.

O piloto russo ainda travou duelo animado com Armindo Araújo, mas os pontos em termos de campeonato levaram o piloto do Skoda, com margem confortável a meio da 2.ª e última etapa, para o adversário mais direto, a não travar esse braço de ferro com Gryazin.

No final, Armindo Araújo, Luís Ramalho e a equipa The Racing Factory fizeram a festa.

«Vencer desta forma, com o ritmo que impusemos, foi muito gratificante. Senti-me muito confortável com o carro e os meus engenheiros e toda a equipa trabalharam muito bem», referiu o vencedor.

Armindo Araújo justificou de algum modo o triunfo com o bom trabalho realizado nos testes para se impor neste rali, «em condições muito difíceis, com muita chuva e lama e que me fizeram lembrar os tempos do enduro. Tive de aplicar a minha técnica e experiência para aproveitar o máximo de tração», explicou.

Bruno Magalhães conquista 2.º lugar ao cair do pano

Na fase derradeira deste rali em que Gryazin e Armindo revelaram andamento bastante superior aos demais adversários, o duelo pelo 2.º lugar em termos de CPR concitou as atenções. Na reta final, Bruno Magalhães (Hyundai i20) conseguiu superar Ricardo Teodósio e impedir a dobradinha da Skoda.

Com um boa ponta final, a dupla Bruno magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai i20) conquistou o 2.º lugar

«Acabou por ser um grande resultado, mas ficámos com a sensção de que temos de trabalhar muito», sublinhou Bruno, que terminou a 1m 26 s do vencedor.

«Com o piso seco e terra solta a cobrir os troços, não tínhamos tração. Rezámos para que a chuva e alma aparecessem, o que aconteceu, depois de termos andado constantemente a alterar as afinações do carro», referiu o piloto do Team Hyundai Portugal.

Os campeões nacionais Ricardo Teodósio e José Teixeira (Skoda Fabia Evo) completaram o pódio num rali presenciado por milhares de espetadores

Para Ricardo Teodósio, não foi o início de temporada desejado. «queríamos ganhar, mas as condições atmosféricas estragaram as nossas contas, pois não fizemos testes com chuva. A afinação do carro não foi a mais indicada e por isso não me senti à vontade», confessou o campeão nacional, que entrou para a derradeira classificativa com 2,1 segundos de vantagem para Bruno Magalhães, margem insuficiente para manter a 2.ª posição.

O 4.º lugar alcançado ficou muito aquém das expectativas da dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroën C3), mas desde a etapa inicial que o piloto perdeu terreno.

«Nunca consegui rodar no meu ritmo e acumulei atraso para os meus adversários», referiu o piloto.

Outro duelo curioso foi protagonizado por Miguel Correira – boa estreia (5.º lugar no CPR, com o Skoda Fabia, apesar de ligeiro toque em Montim-1, que «causou desconcentração» — e Manuel Castro, que nunca andara em piso enlameado com o Skoda Fabia. «A suspensão, muito dura, nunca esteve eficaz», justificou.

A dupla António Dias/Nuno Carvalhosa (Skoda Fabia) completou o top 10 absoluto.

Daniel Nunes impõe-se nas 2 RM

Excelente regresso de Daniel Nunes, em dupla com Nuno Mota Ribeiro (Peugeot 208 R2): após longa ausência e recuperado do grave acidente sofrido, impôs-se nas 2 RM.

Com um excelente andamento, Daniel Nunes e Nuno Mota Ribeiro (Peugeot 208 R2) impuseram-se nas 2 RM

O veterano Adruzilo Lopes, com Paulo Silva ao lado no Mitsubishji Lancer Evo IX, venceu o grupo NR4.

Classificação final (oficiosa)

1.º Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia Evo R5), 1h 36m 43,7s

2.º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai i20 R5), a 1m 26,0s

3.º Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia Evo R5), a 1m 30,5s

4.º José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5), a 2m 07,s

5.º Pedro Heller/Marc Marti (VW Polo GTi R5), a 4m 17,5s

Campeonato

1.º Armindo Araújo, 36,8 pontos

2.º Bruno Magalhães, 24,38

3.º Ricardo Teodósio, 20,76

4.º José Pedro Fontes, 16,0

5.º Miguel Correia, 13,0

Próxima prova: Azores Rallye dias 26 a 28 de março

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