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Daimler ainda não está pronta para rejeitar motores de combustão interna

Um artigo da revista alemã Auto Motor und Sport indicou que a Daimler, da qual a Mercedes-Benz faz parte, teria decidido por um ponto final no desenvolvimento de motores de combustão interna, apostando por inteiro na tecnologia elétrica. No entanto, a marca já refutou essa notícia e indicou que “não tomou qualquer decisão para abandonar o desenvolvimento dos motores de combustão interna”.

A notícia rapidamente ganhou eco nas redes sociais, indicando que o foco da Daimler AG passaria a estar unicamente na tecnologia elétrica, mas não é essa a posição oficial da companhia de Estugarda, que mantém o empenho na oferta de uma ampla gama de motorizações – entre térmicas e eletrificadas.

Tendo lançado uma nova gama de motores recentemente, com destaque para o bloco Diesel OM 654, a Mercedes-Benz assume em posição oficial que esta “geração de motores ainda está na sua fase de introdução e será expandida com mais variantes inovadoras e altamente eficientes como planeado”. Assume que “não há uma decisão tomada quanto a uma potencial nova geração”.

A marca refere ainda que o objetivo passa por “oferecer mobilidade sem emissões”, esperando ter até 2039 uma frota de veículos de passageiros neutra em emissões de carbono.

Para isso, reafirmou a sua estratégia tripla de eletrificação, mas enquadrada nos três pilares da sigla EQ, com vista à oferta de mais de metade das vendas de Plug-in híbridos ou até de elétricos em 2030. “Cerca de 50% terá, portanto, um motor de combustão interna a bordo – com a correspondente eletrificação”, refere a marca em posição oficial.

A Daimler reafirma a sua convicção de que “com este mix de sistemas motrizes podemos oferecer aos nossos clientes o veículo certo globalmente para uma ampla variedade de necessidades”, acrescentando ainda que “não irá comentar mais especulações”.