Os efeitos da pandemia de Covid-19 nos principais mercados europeus tornaram-se evidentes no mês de abril, no qual uma grande parte dos países teve em vigor fortes restrições ao comércio e à liberdade de movimentos dos seus cidadãos. Se em Portugal, a quebra no mercado geral foi de quase 85%, noutros países a quebra foi maior, casos de França, Reino Unido ou Itália.
Neste último, onde a indústria automóvel tem um forte peso, as vendas de abril demonstraram uma queda de 97,5% face ao mesmo mês de 2019, com apenas 4200 automóveis vendidos neste mês, num efeito evidente do encerramento dos concessionários automóveis, bem como a maior parte do comércio local. Desde o início do ano, a quebra em comparação com 2019 é já de 50,7%, tendo também em conta que a Itália começou a ter problemas mais graves com o novo coronavírus logo no final de fevereiro, obrigando a medida de contenção mais cedo.
A esperança das marcas locais reside agora na reabertura dos concessionários em maio, ao longo da Fase 2 do desconfinamento, o mesmo se passando em Espanha, país também muito afetado e que agora procura retomar alguma normalidade económica. No país ibérico, a queda em abril de 2020 foi de 96,5%, com um total 4163 unidades matriculadas, naquele que foi o pior registo de sempre do mercado local. De janeiro a abril, a queda é de 49%.
Em França, dados semelhantes, com uma queda no mercado de automóveis novos de 89%. Se em março, a quebra nas vendas tinha sido de 72%, o mês de abril trouxe uma descida de 88,8% nas vendas de automóveis ligeiros de passageiros novos, com 20.997 registos de 2020 contra os 188.201 veículos vendidos em abril de 2019. No cômputo dos mercados de veículos de passageiros e comerciais, a queda foi de 87,9% em abril de 2020, com 28.043 veículos matriculados. Nos quatro primeiros meses do ano, o total de veículos vendidos foi de 481.172 contra 906.839 do mesmo período de 2019.
Aqui, também os concessionários irão reabrir em meados de maio, havendo ainda uma proposta do Governo local para apoiar o setor.
Já no mercado britânico, a descida foi de 97,3% em abril, com apenas 4321 veículos novos vendidos, comparativamente aos 161.064 automóveis que tinham sido vendidos em abril de 2019. Nota, no Reino Unido, para o facto de apenas 871 unidades terem sido registadas para particulares, enquanto as duas primeiras posições da tabela dos carros mais vendidos foram ocupadas por elétricos – Tesla Model 3 em primeiro e Jaguar I-Pace em segundo, justificando-se com a entrega em abril dos veículos encomendados anteriormente.







































