O principal recurso que os automóveis autónomos vão consumir é computação. Um computador mais complexo já utiliza bastante energia para poder completar depressa todas as funções, imagine então um sistema que necessita de analisar variáveis no ambiente e utilizar experiência acumulada para fazer previsões. As inteligências artificiais vão necessitar de muita energia ou o carro autónomo não poderá funcionar.

A pesquisa para o desenvolvimento dos automóveis autónomos está a ser feita em conjunto com a prevista eletrificação dos meios de transporte, com baterias de lítio ou de estado sólido, mas a Hyundai apresentou recentemente um protótipo, o Nexo, que aponta para o uso do hidrogénio e das células de combustível como uma fonte mais racional para a produção e consumo de energia.

De acordo com Kim Sae-Hoon, vice-presidente da Hyundai para o desenvolvimento de células de combustível, o hidrogénio é a base mais benéfica para fornecer a energia necessária para as inteligências artificiais que vão estar ao comando do carro, e este conceito já foi demonstrado nos Jogos Olímpicos de inverno, onde quatro exemplares do protótipo Hyundai Nexo foram usados para transporte de passageiros.

Só o software de mapeamento do terreno à volta do carro vai consumir muita energia, ao qual se acrescentam os vários sensores, incluindo radar e LiDAR (medição pela distância de um feixe de laser, tal como o radar faz com ecolocalização). A célula de combustível do Hyundai Nexo gera 108 kWh de energia com seis quilogramas de hidrogénio, o triplo da capacidade das baterias encontradas em automóveis como o Nissan LEAF ou Hyundai Ioniq. Portanto, para os responsáveis da Hyundai, o carro elétrico não vai ser compatível com a tecnologia autónoma, sendo preferível a aposta no hidrogénio.