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Covid-19: Mercado automóvel na UE desliza 55% em março

Concessionários fechados numa boa parte da Europa e fortes restrições na mobilidade. Sob este cenário, o mercado automóvel europeu caiu 55,1% em março face a igual período do ano passado, segundo dados publicados hoje pela Associação Europeia de Construtores Automóveis (ACEA).

Esta é uma tendência de continuidade no ano de 2020, depois de nos dois primeiros meses do ano se terem registado também decréscimos (7,5% em janeiro e 7,4%& em fevereiro), mas em nada comparáveis com o de março, provocado em grande medida pelos impactos do Covid-19 e das medidas de contenção para travar a sua propagação nos países europeus.

Assim, em março, foram vendidos na União Europeia (sem Reino Unido, recorde-se) um total de 567.308 unidades, o que é bastante menos do que os 1.264.569 veículos matriculados em igual período do ano passado no mesmo mês. Separando por mercado, a quebra foi sentida nos quatro principais países, com a Itália a ser o mais afetado, com um decréscimo de 85,4%. Já em França, a quebra foi de 72,2% e em Espanha 69,3%, com a Alemanha a limitar levemente os danos (-37,7 %). No que diz respeito ao mercado do Reino Unido, a queda foi de 44,4%. Se se contabilizar o mercado europeu num todo, a queda é de 52,9%.

De janeiro a março, há já também uma tendência forte de decréscimo, havendo um recuo de 25,6% face ao período homólogo de 2019.

“Com as medidas de contenção decididas na maioria dos mercados a partir da metade do mês, a grande maioria dos revendedores europeus fechou na segunda quinzena de março”, lembrou a ACEA na sua atualização mensal.

Neste contexto, praticamente todos os grupos automóveis registaram quebras substanciais. Com a maior quota de mercado na União Europeia (29,0%), o Grupo Volkswagen (que inclui as marcas Volkswagen, Audi, Skoda, SEAT, Porsche, entre outras de menor expressão comercial), viu as vendas caírem 46,2% em março. O grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall), segundo na tabela (12,1%), teve uma variação negativa de 68,1%. Em terceiro, com 9,8% de quota em março, o grupo Renault (com Alpine, Dacia e Lada) caiu 64,7%.

Com Lusa.