Portugal está entre os países da Europa com maior carga fiscal sobre os combustíveis, revela um estudo da Associação Europeia de Construtores Automóveis (ACEA) lançado hoje.
No estudo relativo à carga fiscal por país, a ACEA aponta para o peso significativo que o setor automóvel tem na economia europeia em termos de impostos, com os relativos aos combustíveis e lubrificantes a serem aqueles que mais receitas trazem aos cofres dos diferentes Estados europeus.
No caso português, de acordo com as tabelas reveladas e que apontam à situação a 1 de janeiro de 2019, o peso dos impostos especiais por cada 1000 litros ascende a 643 euros por cada 1000 litros de gasolina sem chumbo e a 486 euros por cada 1000 litros de gasóleo. Na prática, Portugal está no nono lugar dos países com maiores impostos especiais provenientes da gasolina e no sétimo lugar no caso do Diesel.
A primeira tabela é liderada por Holanda (778€/1000 litros), Itália (728€/1000 litros) e Finlândia (703€/1000 litros), enquanto a segunda tem no pódio Itália (617€/1000 litros), Bélgica (600€/1000 litros) e França (594€/1000 litros).
No que diz respeito ao impacto fiscal do setor automóvel nas economias de cada país – incluindo compra de veículos novos e mercado de usados, taxas anuais de propriedades e impostos sobre combustíveis, entre outros –, o estudo da ACEA aponta que na União Europeia a 15 países o valor total do setor ascende a 428 mil milhões de euros por ano, um aumento de 3,5% em comparação com o ano anterior. Esta verba, de acordo com a mesma entidade, que congrega os principais fabricantes automóveis europeus, representa mais de duas vezes e meia o orçamento total da União Europeia.
Em Portugal, o valor ascende a 9.9 mil milhões de euros, distante dos 92 mil milhões de euros gerados na Alemanha ou aos 79 mil milhões de euros de França.








































