O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) confirmaram hoje a sua intenção de avançar com a greve agendada para ter início na segunda-feira, dia 12 de agosto, enquanto o Governo liderado por António Costa reuniu-se de emergência para delinear os próximos passos a dar para dar serenidade ao país durante a greve.
Reunido em plenário na região de Leiria, o SIMM debateu o caminho a seguir depois de anunciados os serviços mínimos pelo Governo esta semana, decidindo, por unanimidade, dar continuidade ao plano de greve marcada para esta segunda-feira e que tem duração indeterminada.
No entanto, o presidente daquele sindicato, Francisco São Bento, manteve em aberto a possibilidade de se chegar a um acordo com a Antram, declarando que “ainda têm margem para evitarem a greve se assim quiserem”.
Criticando posições tomadas pelos políticos, naquilo que entende ser uma tentativa de “silenciar a voz dos motoristas”, o presidente do SIMM declarou, no entanto, que pretende uma postura civilizada e “cordial” dos grevistas, salientando que foi feito o apelo para que se respeitem os trabalhadores que cumpram o seu dever durante o período de greve ao abrigo dos serviços mínimos.
Alertou também para a possibilidade de existirem “infiltrados” nos piquetes de grevistas que tenham por missão desencadear desacatos.
Na parte da tarde, a mesma intenção de avançar para a greve foi confirmada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), pelo que a paralisação vai memso avançar, mesmo com o anúncio de serviços mínimos que vão dos 50 aos 100%.
Governo atento e precavido
Do lado do Governo, houve reunião de emergência em São Bento, com o primeiro-ministro António costa a reunir-se com alguns dos membros do executivo de forma a antecipar e delinear cenários para lidar com a greve dos motoristas de mercadorias, dentre os quais de contam também os de matérias perigosas. No encontro em São Bento, que se iniciou por volta das 10h30 da manhã.
No total, foram seis ministros e dois secretários de estado com encontro marcado em São Bento, numa reunião que durou cerca de duas e meia e que, à saída, teve direito a uma declaração de António Costa. O primeiro-ministro garantiu que o Governo está atento a todos os cenários e que “não pode ser alheio a este conflito entre privados”.
Um dos cenários em cima da mesa é o da requisição civil caso os serviços mínimos não sejam cumpridos pelos sindicatos, com o primeiro-ministro a garantir que “um Governo responsável tem de estar preparado para o pior” e que “tudo está previsto para assegurar o cumprimento da lei”.
Sobre as críticas em torno dos serviços mínimos decretados pelo executivo, Costa respondeu que foram decididos de maneira equilibrada, mas que, face à forma como irão afetar a vida dos portugueses, indicou ainda que a greve e a liberdade não deve ser imposta à custa dos direitos dos outros cidadãos.








































