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Criança a bordo? Estas são as dez regras de ouro

Segundo a organização britânica Child Seat Safety, dois em cada três crianças não viajam de forma correta e segura no automóvel. Aos casos graves em que se dispensa a utilização da cadeira obrigatória, juntam erros que representam risco em caso de acidente. No estudo revelado por esta entidade, a maior parte dos sistemas de retenção utilizados são inadequados ou não estão corretamente colocados no interior dos carros. Dados preocupantes, que se combatem seguindo estas dez regras fundamentais, para reduzir em 90% o risco de lesões em caso de acidente.

Cadeiras à medida

Na escolha de cadeirinha para o transporte das crianças no automóvel não se considera apenas a idade, mas também o peso e a altura. Segundo Javier Luzón, que é responsável pelo departamento de Desenvolvimento da Segurança do Veículo na Seat, «é fundamental que se escolha o modelo do grupo adequado, porque o design de cada cadeira está pensado ao pormenor para as especificidades do corpo de cada criança».

Sempre nos lugares traseiros

Nos bancos posteriores os pequenos viajam em ótimas condições de segurança. Caso seja mesmo necessário transportar o menor no banco dianteiro, só o pode fazer com o airbag desconectado.

Bem seguros

Antes de iniciar uma viagem comprove se o sistema de retenção para crianças está devidamente fixado. O sistema mais simples é o conhecido modelo Isofix, mas o cinto de segurança é também método eficaz. «Temos de nos certificar de que passamos o cinto corretamente pelos pontos indicados pelo fabricante”, explica Javier Luzón.

Sem casacos

A roupa muito volumosa pode ser obstáculo à correta colocação do cinto de segurança. Assegure uma temperatura amena no interior do veículo e liberte a criança de agasalhos.

O aperto necessário

O cinto de segurança, mesmo colocado através da cadeirinha da criança, deve estar o mais justo possível ao corpo, sem falhas nos pontos de fixação.

Malas na bagageira

Em viagem, todos os objetos devem ser guardados na bagageira, pois podem transformar-se em perigosos projeteis em caso de travagem de emergência.

Trajetos pequenos, risco elevado

As estatísticas indicam que os trajetos mais curtos são os mais perigosos, porque os adultos tendem a facilitar, descurando as medidas básicas de segurança.

Em sentido contrário

«Em caso de colisão frontal, o pescoço de um bebé não está preparado para suportar o peso da sua cabeça empurrada para a frente», explica Luzón, razão pela qual as cadeiras dos grupos 0 e 0+ estarem desenhadas para serem colocadas apenas em contramarcha. É obrigatório até pelo menos aos 15 meses, sendo possível até 1,05m de altura, conforme indicação da norma ECE R129.

Dar o exemplo

Colocar em prática é o melhor exemplo. O cinto de segurança é obrigatório e deve fazer com que a criança no interior do automóvel perceba que todos cumprem.

Em caso de acidente

No pior dos cenários, em caso de acidente, independentemente do impacto da colisão, deve retirar as crianças do carro ainda sentados e juntamente com cadeira, prevenindo o agravamento de alguma lesão que possa resultar do embate.