Em autoestrada aumenta a sensação de segurança, com vias largas, níveis de visibilidade ótimos e piso impecável. Mas os estudos revelam que, com o à vontade, também aumenta a tendência para facilitar…
Pelo terceiro ano consecutivo, o “Observatório Sobre o Comportamento dos Condutores na Rede de Autoestradas” permitiu sinalizar fatores de risco e interpretar hábitos de condução naquelas vias.
O estudo realizado numa das mais movimentadas autoestradas da Península Ibérica incidiu sobre uma amostra de 44 mil veículos ligeiros e 12 mil pesados, com cinco conclusões fundamentais:
1 – Velocidade: mantém-se a tendência para ultrapassar os limites legais de velocidade; mais de 30% dos veículos observados circulavam em excesso de velocidade, a maior parcela ultrapassava em 10 km/h o limite imposto.
2 – À imagem do que indicava o estudo realizado no ano passado, um número significativo de automobilistas descura a utilização dos piscas em autoestrada, sobretudo nas ultrapassagens. Segundo dados do Observatório de 2019, 65,1% dos condutores não sinaliza corretamente aquela manobra, número que traduz um aumento de 12% relativamente aos resultados de 2018.3 – Respeitar a distância de segurança em autoestrada, onde se praticam velocidades mais elevadas do que noutras vias, permite antecipar qualquer emergência. Conclui-se neste estudo que 15% dos veículos ligeiros circula sem preocupação em manter distâncias mínimas para o carro da frente.
4 – Em 2018, mais de 20% das vítimas mortais em acidentes de viação não usava o cinto de segurança. No relatório deste ano, 0,2% dos condutores observados não dispunham daquele dispositivo, o que corresponde a uma redução de mais de 50% em relação aos dados do ano transato.
5 – Ao contrário, o uso do telefone ao volante aumentou: 4,2% dos condutores continuam a dispensar os préstimos dos sistemas mãos-livres para efetuar ou receber chamadas telefónicas, uma subida de 0,8%, relativamente a 2018.
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